Dia das crianças – Um manifesto

Dia das crianças - Fonte: https://goo.gl/iKMYqB

Que hoje, toda criança possa ser infantil.

Que hoje, toda criança possa comer o que quiser, bagunçar o quarto, acordar tarde.

Que hoje, ninguém lhe diga o que faz bem e o que lhe faz mal. Que ela faça.

Que toda criança hoje crie. Que possa fantasiar. Falar alto e se deixar fluir.

Que possa ficar na piscina até de noite e que não precise tomar banho e nem escovar os dentes.

Que hoje, toda criança possa comer todas as porcarias e “gordices” desse mundo.

Que elas não precisem ir ao dentista, hoje, nem daqui a um ano.

Que toda criança seja ouvida e compreendida.

Que se leia para uma criança, pelo menos hoje.

Que toda criança tenha direito a uma cama com coberta num lugar seguro. Sem tiro, sem peia, sem pedofilia.

Que todos os dias sejam sem pedofilia.

Que todas as crianças deixem de ser “quebra-molas” nas calçadas e que olhemos com compaixão pra elas.

Que elas tenham direito a um sonho. A vários.

Que toda criança tenha colo de mãe e a segurança de um pai.

Que toda criança tenha uma música de ninar preferida, cantada por quem o ama e o embala.

Que elas possam mamar à vontade e sempre que sentirem fome.

Que toda criança tenha uma bermuda, uma blusa e um sapato e outros nos guarda-roupa bem limpinhos.

Que elas não tenham medo dos adultos e que estes não sejam seus maiores vilões.

Que toda criança se cure. Doença grave não é pra criança, isso é covardia, isso é maldade, é injustiça. Pra criança, só gripe e dor de ouvido mesmo.

Que toda criança tenha um ídolo e, de preferência, que seja alguém da família.

Que toda criança tenha avôs e avós, porque não há nada mais saudável do que avô e avó. Mais até do que pai e mãe, às vezes.

Que toda criança não seja vítima do olhar malicioso de um adulto, que destorce fatos, que acinzenta as cores, que fecha o tempo.

Que toda criança passe por média na escola.

Que as escolas melhores para receber suas crianças.

Que toda criança, no dia das crianças, possa fazer valer seu direito de ser criança no sentido mais puro que isso possa evocar. Aquele que é como papel em branco, como começo de filme numa telona de cinema, como primeiro pedaço de um bolo inteiro de chocolate.

Que seja só o começo.

Para os adultos, um recomeço00.

Feliz dia, crianças.

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